10 de junho de 2011

Impressões do Mestre - Sessão 3

Nesta terceira sessão tivemos finalmente um combate! E então eu vi uma das características que o livro do Old Dragon cita: A letalidade do combate.

Com um único golpe, a criatura das sombras quase acabou com um dos personagens, e o combate foi rápido, sangrento e sobretudo emocionante. O roleplay dentro do conflito foi fenomenal, com jogador rolando falha crítica e caindo após escorregar, gritos amaldiçoando as criaturas, e tudo o que tem direito. Realmente foi fantástico!

Aqui o grupo continua numa crescente de aceitação do sistema, achando-o muito bacana. Realmente, não poderíamos ter escolhido sistema melhor pra esse nosso estilo.

8 de junho de 2011

Sessão 3: Quem tem Medo de Fantasma?

Sessão meio-relâmpago.

Cena 1 : Hora da Conversa



Aqui começamos com Selene explicando a história da orbe para os dois guerreiros, ela conta sobre o passado da cidade, sobre o roubo da orbe, e então pede ajuda para eles. Slinker já havia assumido o compromisso. Agora faltam apenas Hansi e Dalrast. Hansi recusa, ele sofre uma crise de idade aos 27 anos. Como pode? Um garoto o vencer tão facilmente? Ele não tem o por que ir, não será útil! Selene então conta que Dalrast salvou sua vida, não quis matá-lo. Hansi então reclama, ele diz que o garoto o privou de ir ao Valhala. Dalrast começa a rir e desce as escadas, já que não dá pra estabelecer um diálogo ali. Então após uma discussão entre Selene e Hansi, a qual Slinker assiste pacientemente enquanto fuma, Hansi fica um pouco mais conformado, mas não se resolve. Selene diz que amanhã partirão, com ou sem ele e sai do quarto. Ela então vai falar com Dalrast, que está esperando na barte de baixo da estalagem. Ele parece pensativo. Quando Selene pergunta, ele diz que é por não se conformar com o que vê em batalhas. Dalrast diz que está tudo igual, onde quer que ele vá, todos lutam de uma forma parecida. Ele está cansado disso, não tem mais motivação para lutar. Selene então conversa com ele, o motivando a lutar em busca de seu próprio estilo. Ele então decide ir, agora um pouco mais animado.

Cena 2 : Cena 2: Hora de Partir



No outro dia todos estão reunidos na estalagem, e todos resolvem ir, até Hansi, que tem que ser acordado a força. Ele só precisa fazer algo antes. Vender sua alabarda. Eles concordam em ir até o ferreiro na entrada da cidade, que não gosta do material, que é estranho para essas terras, já que tem origem nórdica. Ele não quer comprar, e então Hansi diz que ficará até que consiga vender, eles que vão na frente. Os três fazem isso, Selene está preocupada com a segurança da cidade, tempo é essencial. Selene diz que primeiro eles devem atravessar a cidade de Morgos, o caminho não é dos melhores, mas é o menos perigoso. Eles então andam por algum tempo, até chegarem a uma antiga cidade em ruínas, as construções estão em pedaços, quebradas, queimadas, silenciosas. O ambiente impõe um certo desconforto para o grupo enquanto eles passam pelo local, eles tentam ir o mais depressa que podem, e Slinker teme um ataque de goblins. Selene diz que os goblins não atacam as ruínas, eles temem o fantasma de Moloch. Os demais ficam interessados nesse fantasma, e ela explica que ele foi o último rei de Morgos. Ela não sabe muito mais, mas dizem que ele foi o responsável pela queda da cidade. Os motivos continuam obscuros. Então as sombras se estendem por entre as ruínas e suas palavras são cortadas por uma voz lúgubre. Uma pergunta. Quem ousa entrar nas minhas terras sem ser chamado? Eles bem que tentam conversar, mas é em vão. Duas criaturas saem por entre as sombras, mais, elas parecem ser as próprias sombras que tomam a forma de dragões sem asas, seres do tamanho de um leão, só que mais assustadores que um. Eles se aproximam. Moloch, o fantasma, diz que confia nas afirmações pacíficas dos viajantes, mas nada pode fazer, foi perturbado, agora eles devem pagar. E com uma ordem, as criaturas investem!

Cena 3: Hora de
morfar
Lutar!



As criaturas são mais rápidas que o grupo, e acabam atacando primeiro. Elas investem contra os dois que estão mais perto, Selene e Dalrast, Slinker fica para trás com o arco em mãos. Selene consegue se desviar tranquilamente, e já se vira para dar um golpe com sua lança, porém Dalrast não tem a mesma sorte. Ele se atrapalha na hora e a criatura o atinge no braço, formando um corte. Nisso Slinker desfere uma flechada na criatura que atacou Dalrast, mas erra, Selene também erra, parecendo que a lança atravessa apenas sombras, sem nenhum efeito. Dalrast erra seu golpe também, ele amaldiçoa, parece que hoje a sorte não está do lado deles. Eis então que uma espada passa por perto de Selene, atingindo em cheio a criatura próxima e fazendo-a desvanecer em sombras. É Hansi, que chega correndo para ajudar.

Então a outra criatura está posicionada para um ataque perfeito, ela tenta morder o jovem guerreiro seriamente ferido. Reunindo forças, ele levanta o escudo e bloqueia a mordida, e fica muito irritado. Ele pede para ninguém interferir, mas Slinker não está nem aí, ele atira outra flecha, mas erra essa também, com medo de atingir o companheiro. Dalrast esbraveja, não quer que se intromentam, partindo para um ataque raivoso. Ele salta e desce a espada, mas então tropeça e cai, ficando totalmente a mercê do monstro. Selene então corre e arremessa a lança, sem nem mesmo se preocupar em ter cuidado com Dalrast, afinal, se ela errar ele pode morrer. Mas ela não erra, o arremesso é certeiro, atingindo o pescoço da criatura e levando ela a se desmanchar. Eles venceram.

Dalrast, se levanta ainda bravo, ele não consegue engolir essa derrota, é amarga. As sombras do ambiente parecem voltar ao normal agora.

5 de junho de 2011

Impressões do Mestre - Sessão 2

Bom, a segunda sessão mostrou um ponto muito interessante pra mim: Os jogadores realmente gostaram do nosso jogo, e logo queriam mais, sem nem sequer esperar pela quinta-feira seguinte ou então o jogo tava tão ruim que queriam acabar logo.

Nessa parte o jogo foi extremamente narrativo. E os jogadores deram um show a parte. Eu mesmo fiquei mais na adição de cor no cenário, e no controle de Selene. Do resto, eles foram massa demais!

1 de junho de 2011

Sessão 2: O Quase Morto

Essa foi uma das várias sessões que eu chamo de sessão relâmpago. Elas aconteceram pois somos um bando de desocupados estávamos todos reunidos em um outro horário e decidimos jogar um pouco. Vamos ao que interessa então!

Cena 1 (única): Correndo até o moribundo

Após Dalrast avisar que Hansi estava quase morrendo, os três correm até onde ele foi deixado, Selene diz que pode cuidar dos ferimentos, ela parece aflita.

Uma vez lá, ela vê o corte na barriga, não é tão mal assim, afinal. Ela então começa a tratar dos ferimentos com o mesmo carinho com o que tratou anos atrás, na invasão de Hansi, na praia... Mas agora não há tempo pra lembraças, ela faz como fez naquela vez, esfrega o corte com força. Hansi acorda aos gritos, e ela parece se divertir com aquilo. Slinker enconsta na parede e começa a fazer o que sabe melhor, fumar. Dalrast senta do lado de fora do quarto, ainda ressentido com a discussão entre eles.

Nesse meio, Hansi, apesar de bem fraco e sofrendo com a dor que Selene faz ele sentir, começa a falar como não conseguia parar de pensar nela, mesmo estando na beira da morte. Ela o ameaça, dizendo que se ele continuar a dizer essas coisas, morrerá de vez.

Então Selene começa a contar para Hansi e Dalrast, que escuta do lado de fora do quarto.

Como disse, essa foi uma das muitas sessões relâmpagos, basicamente foi isso que aconteceu, e então paramos devido ao horário que não dava mais para mim.

NPC: Selene

Selene é a NPC mais importante dessa primeira aventura. Ela começa de uma forma para terminar de outra totalmente diferente. E no final, acabou se tornando, por meio de interpretação e relação com os personagens uma pessoa que será recorrente na campanha.



Selene é líder do exército da cidade de Coronar, e é também uma das conselheiras da cidade. Ela participa intimamente do passado de Hansi, um dos personagens do nosso grupo.

Ela entra na campanha no momento da discussão no bar, como vocês podem conferir no reporte da nossa primeira sessão. Após um tempo de interpretação, acabou que ela serve como uma guia para o grupo atrás da orbe roubada, embora seus objetivos não sejam tão simples assim (mais que isso será Spoiler, e não é isso o que eu quero passar, mas podem esperar muito mais dela).

Não postarei aqui os atributos dela por dois motivos. Primeiro, eles estão disponíveis no livro da aventura. Segundo, esse não é o objetivo desse post, que visa apresentar a personagem em si, e não a construção dela.

29 de maio de 2011

Impressões do Mestre - Sessão 1

Bom, nessa parte eu vou dizer um pouco sobre o que eu consegui tirar de novo da sessão em si. Sempre que eu postar uma sessão de jogo pretendo fazer acompanhando-a um post desses.

Nessa primeira sessão, eu pude ver que conhecer o histórico do relacionamento entre os jogadores é muito bom. E não tentar resolver isso de última hora deixando um deles usar um npc é melhor ainda. Eu cometi esse erro, sério, não façam isso. Depois que parei pra pensar, isso foi uma idéia bem ruim minha, mas não sei por que estava confiante que isso daria certo. Fiz isso com a npc Selene, e deu no que deu, com ela levando as pessoas a força. E o pior, essa richa se estendeu para um outro jogador que conhecia a rixa, e acabou nessa luta entre os personagens que ocorreu na terceira cena.

Outra coisa que percebi e que gostei demais é que os jogadores que consegui gostam mais de um estilo interpretativo de jogo, e isso é muito bom, vai render muito ainda.

Enfim, a minha maior conclusão foi: Mestrar cansa! Mas como é divertido. Recompensa demais você estar proporcionando a diversão e se divertindo com o rumo que a história toma, e planejar tudo não é tão importante assim quando os seus jogadores correspondem com as idéias.

Bom, por enquanto é isso. Até a próxima!

25 de maio de 2011

Sessão 1: A União Faz a Discórdia

A campanha terá por base os dragões, provavelmente culminando no confronto com Tiamat, a deusa dragão de cinco cabeças.

Para primeira aventura eu decidi usar uma que encontrei pronta, A Orbe do Dragão, da galera do blog Vila do RPG. Decidi seguir a aventura bem como ela foi escrita, sem modificar muito de início. A razão é simples: eu venho das edições mais novas do RPG, não conheço muito bem os conceitos de um jogo Old School. Desta forma, a aventura me serviu como uma excelente base de idéia, tanto que norteou todo o tema da campanha, que foi decidido em conversa com os próprios jogadores.

A aventura começa com os personagens indo participar das festividades do Dia do Dragão, um dia celebrado na cidade de Coronar – que, por meio das descrições e do histórico dos personagens acabou se tornando uma cidade de grande porte – para festejar o dia que um valoroso guerreiro abençoado trouxe um poderoso artefato para a cidade e assim conseguiu afastar um poderoso dragão vermelho que aterrorizava a região.

Cena 1: Juntando tudo

O Beholder Cego

Nenhum deles se conhece ainda, e cada um está entretido em uma atividade diferente, até que todos acabam entrando na taverna O Beholder Cego. Slinker, o ladrão está apenas bebendo uma cerveja. Dalrast, o jovem está rodeando um homem que conta suas bravatas. Hansi, o bárbaro, está atrás de um trabalho. Em um certo ponto a atenção de todos se voltam para o homem, ele é Doeran, diz o taverneiro, um herói do local que sempre conta suas bravatas na taverna.

Os personagens ficam curiosos, e vão ouvir a conversa de Doeran. Ele conta como bravamente derrotou um Beholder após cortar suas pernas! Feito isso, o elfo Slinker educadamente imterrompe o interlocutor e diz que Beholders não tem pernas. Pronto! A confusão está armada. O homem então se enfurece, chama o elfo e Hansi para uma disputa de “quem bebe mais”, é rejeitado, nisso Dalrast se mete e é ofendido por Hansi, os dois começam uma discussão acalorada e a taverna vira um pandemônio, até que uma mulher fardada chega e acaba com a confusão. Ela é Selene, guarda e conselheira da cidade.

Selene manda todos ficarem quietos, e depois de protestos por parte do bárbaro, ela fala com ele, que então se lembra de quem ela é, uma antiga paixão que ele tenta esquecer. Sob protestos, ela leva os três encrenqueiros até o conselho, com um forte esquema para garantir o passeio.

Cena 2: Levando tudo



Depois da discussão Selene leva os personagens até a sala do conselho, a rua está cheia, mas os soldados vão abrindo caminho devido a uma formação triangular, com a ponta voltada para frente. Dalrast, resistindo em acompanhar Selene, é levado à força, sendo segurado por guardas, os outros dois vão andando no meio da formação, mas pensando em algum modo de fugir dali.

É aí que Selene diz que a cidade está em perigo, e que o conselho busca pela ajuda de aventureiros, mas eles não estão nem aí, e mais, Hansi tenta dar em cima dela outra vez, relembrar os velhos tempos. Enquanto isso os demais querem se libertar também.

Vendo isso Selene fica furiosa, eles não querem cooperar. Ela explode em um grito, dizendo que se eles não querem ajudar a cidade que vão logo de uma vez, ela os libera, e parte em direção ao conselho muito decepcionada.

Cena 3: Separando tudo



Após Selene os deixar sair, cada um toma um rumo, Slinker sente que tem dinheiro envolvido na questão, então segue furtivamente a mulher para saber o que acontece. Hansi e Dalrast vão para um canto resolver suas desavenças.

Slinker adentra a reunião, muitos aventureiros estão lá, em um grande salão. Então um homem que demonstra uma idade muito avançada adentra o recinto, ele se desloca até um ponto elevado do salão e começa a falar.

Ele é Heldon, o chefe do conselho da cidade. E a notícia que ele trás não é das melhores. A lenda do Dia do Dragão, que diz que um nobre guerreiro sagrado trouxe uma orbe para a cidade e a deixou livre do Dragão maligno é verdadeira. Esse dragão atacava a cidade direto, exigia pagamentos de ouro e sacrifícios em seu nome, se auto-proclamando o senhor de toda a região. Então, quando o bravo homem chegou com essa orbe misteriosa, ele trouxe a paz para a cidade e o entorno. Tudo estava tranqüilo enfim.

Mas isso mudou. A orbe foi roubada, é o que Heldon diz, a orbe foi retirada de sua sala no conselho mesmo com todo o esquema de segurança que a envolvia. Agora a cidade está ameaçada novamente. E é preciso de heróis dispostos a se arriscarem para salvar Coronar de seu terrível destino. E tem mais, ele promete uma boa recompensa pra quem trouxer a orbe.

Ouvindo isso, Slinker se anima, finalmente a palavra chave. Recompensa. Mas ele fica sem saber o que fazer. Procure a orbe. Assim, sem mais nem menos. Começar por onde? Então Selene se aproxima dele e diz: -Você veio então, eu acho que sei onde pode estar a orbe.

Enquanto isso os dois guerreiros vão pra uma das poucas ruas desertas, para acertar suas contas. Então ambos sacam suas armas e partem para o duelo. A luta é violenta, porém rápida. Hansi não consegue manusear muito bem sua alabarda, o que dá a vantagem a Dalrasrt, que derrota o inimigo e o deixa bem ferido. Olhando o homem ali, caído, quase morto, o jovem resolve tomar uma atitude. Pega-o nos braços e o leva para uma estalagem.

Os homens que estão na estalagem, ficam assustados ao ver aquela cena. Um jovem entra com um moribundo nos braços, pedindo ajuda. Eles rapidamente providenciam um quarto. O jovem então sai correndo pela rua principal, no caminho que lhe disseram que encontraria por curandeiros.

Ele vê então Selene e Slinker, que vem descendo, procurando os guerreiros. Eles ficam impressionados ao ver a quantidade de sangue na roupa do jovem. Ele por sua vez olha para os dois e diz apenas isso: -Hansi está morrendo.

A nossa primeira sessão acabou por aqui, nós chegamos ao final do tempo que tínhamos disponível, e também aproveitei para criar aquele momento de ansiedade. Um ponto que puxasse os jogadores para a próxima sessão.

Veja também:

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